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Como não perder Resistance 3 na multidão de shooters? A Insomniac tem um plano

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TecH

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Battlefield 3 e Modern Warfare 3 serão as grandes forças que se enfrentarão no mercado neste fim de ano. Mas 2011 foi marcado (e ainda será) por outras pequenas batalhas. Crysis 2, Bulletstorm, Rage, Homefront, Duke Nukem Forever, Brink, F.E.A.R. 3… a lista vai longe. E ali, no meio de todo o fogo e da fumaça, está Resistance 3. Um game que parece apagado perto do seu “primo rico”, Killzone 3, mas que está disposto a provar o seu valor. E a estratégia da Insomniac Games é apostar em “variedade”.

Quem disse isso foi Drew Murray, o designer chefe do jogo, em conferência de imprensa realizada na Sony Brasil. Ele não quer que o novo capítulo da guerra entre humanos e Quimeras seja mais um jogo com “seis metralhadoras iguais, só com barulhos diferentes” e temas militares. A palavra de ordem é diversidade – diversidade baseada nas raízes esquecidas dos shooters.

A Insomniac, lembra Murray, foi fundada por “fãs de jogos de tiro, fãs de Doom“, e esse apreço aparece no novo Resistance. Como? Na barra de vida, por exemplo. Vai-se a convenção atual de escudos regenerativos e retorna a velha amiga que reinou durante toda a década de 90. Recuperar vida? Só pegando “medpacks” espalhados pelos cenários.

“Queríamos dar uma sensação de desespero aos jogadores”, diz o Murray. O objetivo é fazer com que você combata de uma forma mais agressiva e não que você fique fazendo pausa a cada cinco segundos para limpar a geleia de morango do rosto. Depois de jogar oito capítulos da história, posso dizer que eles conseguiram.

Uma dose “old school”
Outro elemento incomum de Resistance 3 em comparação com os shooters de hoje é o número de armas: assim como os heróis de outrora, Joseph Capelli tem bolsos infinitos capazes de carregar até 12 armas ao mesmo tempo. Assim, você pode experimentar todas as combinações possíveis em todas as ocasiões, em vez de “ter que escolher as duas que você acha que vão servir para aquele caso específico”. Dessas 12 armas, explica Murray, metade veio de episódios anteriores da série, como a Auger, a Bullseye e a Magnum. As outras são inéditas.

Para o designer, a prova de que um jogo pode ser hardcore e popular ao mesmo tempo veio de Demon’s Souls. E apesar de não trazer o mesmo nível de crueldade para o novo Resistance, ele também não quer “amaciar” o game.

Outro aspecto importante é o modo multiplayer, que, segundo Murray, é sujeito a testes semanais todas as sextas-feiras nos estúdios da Insomniac. Nós testamos uma fase beta e achamos divertido, mas nada demais.




Multiplayer para poucos (no bom sentido)
O designer diz que parte da diversidade vem também do modo online, e cita como exemplos as armas, as habilidades e o número de “destraváveis”. Os mapas pequenos, diz Murray, foram propositais, e a decisão de fazê-los assim veio acompanhada com a decisão de diminuir o número de participantes por partida para 16.

Murray conta que em mapas muito grandes, é comum que uma pessoa demore muito para chegar à ação depois de renascer, porque “a ação fica concentrada em dois ou três pontos do cenário”. Então a produtora decidiu restringir o número de pessoas e o tamanho das arenas. Faz sentido.

Outro aspecto online também mudou, mas esse por sugestão dos jogadores: a cooperação. Diferente de Resistance 2, que tinha co-op para até oito pessoas, aqui o número caiu para duas. Mas agora elas jogam a campanha “de verdade”. Também foi incluído suporte para multiplayer local com tela dividida ao meio.

A arte e a história também ajudam o jogo a se diferenciar dos exércitos inimigos, segundo Murray. Ao contrário das já manjadas histórias de guerra, aqui a briga é pessoal. A batalha já foi perdida, as Quimeras já venceram, não há mais governos ou exércitos e as pessoas só querem sobreviver. A luta de Capelli é para manter sua esposa e filho doente vivos.

Quebrando a tendência recente de lançamentos da Sony no Brasil, Resistance 3 não tem dublagem ou legendas em português brasileiro. Por quê? Ninguém sabe. Murray disse que até a manhã desta terça-feira (23), ele achava que o game teria tanto com o nosso idioma e como o idioma espanhol. Mas não tem, e um patch para resolver o problema é improvável. “Os dados de localização ocupam de 15 a 16% do espaço do disco”, explica. “Então mesmo que lançássemos um patch, ele teria alguns Giga”.

O Resistance 3 brasileiro chega em 8 de setembro, pelo tradicional preço sugerido de R$199,90 – mas sem o bundle com o acessório Sharpshooter, que ainda não está disponível oficialmente no mercado nacional, mas deve chegar em meados de setembro.

Fonte: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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